carpe diem
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
sete cadeados e zero chaves
Sento-me mais uma vez no sofá em frente ao computador depois de mais um dia de escola, boas memórias trabalho e alguns cigarros e quês para ajudar a (ultra)passar este dia. Foi mais um dia em que ergui o queixo e sorri. Simplesmente. Como se nada deste dia me afectasse, como se tudo o que tenho hoje foi tudo o que sempre quis ter, ganho sem a maior das dificuldades. Como se não tivesse estes 7 cadeados em mim. Cadeados que fechei à 10 anos, cadeados sem chave, fechados para nunca mais serem abertos. Cadeados que tentei abrir a força, cadeados em que confiei demasiado e me arrependi, mas cadeados que não consigo abrir... Não consigo... Nem sei se quero, sinceramente. São cadeados com fantasmas negros fechados dentro deles, fantasmas que me vão acompanhar até ao dia do meu adeus, fantasmas que tento não recordar mas que se tentam soltar à noite, na solidão e escuro do quarto e o aconchego dos lençóis. Fantasmas que me dominam, que tomam conta de mim, tomam conta do meu ser, da minha maneira de ser e principalmente, tomam conta da minha alma. Fantasmas que me rasgaram um sorriso para que nunca saísse, estivessem eles a tentar soltar-se ou adormecidos. E é por isso que me sento neste sofá, em frente deste computador, e reflicto se existirá alguém que me conheça de verdade, será que haveria alguém capaz de entender todos estes fantasmas que me atormentam? Se nem eu sou capaz de os controlar como serão eles capazes de os entender ao ponto de os adormecer para sempre? Não acredito que haja alguém capaz disso, talvez por esses mesmos fantasmas me terem ensinado em não confiar em ninguém.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Encontra-me
Sentei-me na varanda, o sol batia suavemente na cara, puxei um cigarro e comecei a fumar. É incrível como um cigarro é capaz de me acalmar... É como se me fosse fiel e soubesse que sempre que algo não corria bem, tinha de me acalmar. E acalmava. Incrivelmente, compreende-me mais que muitas pessoas, chega mesmo a compreender-me mais que eu mesma.
No fundo, penso não me conhecer. Dou por mim sem saber o caminho que quero traçar, dou por mim, aqui. Sentada, a fumar e a observar aqueles que se conhecem e todos os dias são capazes de traçar o seu caminho.
Então eu fico retida entre o tudo e o nada, procuro por mim mesma entre as memórias do passado e ambições do futuro. Nada parece coincidir e eu pareço ter mudado de alma mais que uma vez.
Então questiono-me se algum dia encontrarei alguém que me perceba tão bem como este cigarro, que entretanto apaguei.
No fundo, penso não me conhecer. Dou por mim sem saber o caminho que quero traçar, dou por mim, aqui. Sentada, a fumar e a observar aqueles que se conhecem e todos os dias são capazes de traçar o seu caminho.
Então eu fico retida entre o tudo e o nada, procuro por mim mesma entre as memórias do passado e ambições do futuro. Nada parece coincidir e eu pareço ter mudado de alma mais que uma vez.
Então questiono-me se algum dia encontrarei alguém que me perceba tão bem como este cigarro, que entretanto apaguei.
Amor
Amor. Algo que parecia tão bonito é destruído aos poucos e poucos. fizeste-me deixar de acreditar nisto desde o instante em que foste sem deixar rasto, nem uma despedida, nem um bilhete à minha porta. nada. de um dia para o outro já não estavas ali. e eu já não te podia tocar, já não te podia abraçar durante o filme diário, que, desse por onde desse, víamos o início e acabávamos adormecidos nos braços um do outro. era lindo enquanto durou, as palavras, os momentos, dar-te a mão na rua e ouvir-te elogiar-me, ouvir-te dizer o quão bonita era, e como adoravas a maneira como os meus olhos brilhavam com a luz do sol, os beijos à pressa antes de ir, as brincadeiras que tínhamos, olhar para ti e ver-te olhar para mim, o primeiro beijo... sim, o primeiro foi lindo. lembro-me dos segundos exactos que nos retemos ali, perto da boca um do outro numa espécie de pergunta 'será que sim ou será que não?' e quando finalmente os nossos lábios se tocaram, esquecemos tudo, vivemos aquele momento como nunca vivemos outro... mas depois, tu partis-te. e novamente digo, entristecida, que me fizeste acreditar em algo impossível como um pai faz a filha acreditar num conto de fadas. não te culpo, talvez tenha sido melhor a tua ida, talvez tivesses razão quando dizias que me ias fazer sofrer, mas só te pedia uma despedida, uma palavra de partida, uma explicação... e no entanto, estou aqui desamparada à espera da despedida que nunca chegará, enquanto tu caminhas diante de mim sem te aperceberes que ao ires, levas-te metade de mim.
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